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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Um pouco sobre filmes

Para mostrar um pouco mais do processo das fotografias do primeiro post, trago aqui o resultado do cromo revelado em processo cruzado. 
Filme do tipo cromo revelado como negativo.





















Filme 120 e filme 35mm, escaneados.






















Contra luz dá para ver bem os detalhes, até pelo fato de ser de médio formato (filme 120). Como aparece na imagem acima, o médio formato é diferente do de 35 mm, que era mais comum até a popularização da fotografia digital. O médio formato é maior e não tem os sprockets, os furinhos. Os filmes 35 mm eram originalmente usado no cinema, e os furinho eram úteis para movimentar o filme durante a projeção.
As Toy Cameras Diana, de médio formato, e a Diana Mini, de 35 mm.


















Trabalhar com filme é um pouco nostálgico. Até uns 15 anos atrás, era a norma para fotografar. A gente não via o resultado na hora, era necessário terminar o rolo e levar pra revelar...o que poderia demorar! Mas era uma boa experiência, principalmente na hora de ver as fotos. Às vezes, meses depois de serem feitas.
Deixo claro aqui que não quero ignorar o avanço da fotografia digital. Eu adoro a praticidade de fotografar com o meu celular, e não acho que todos deveriam voltar a usar câmeras analógicas. Só espero que o filme continue sendo uma opção por bastante tempo ainda. Entre 2 e 8 anos atrás, aproximadamente, houve uma moda dessas câmeras de brinquedo, como as Lomo, o que levou bastante gente a se interessar por fotografia analógica. Buscavam aprender a técnica ou fotografar de forma bem experimental. 
Atualmente tem sido cada vez mais difícil encontrar onde comprar e revelar, e  muitas pessoas mais jovens  nem conheceram a fotografia além do  digital. Alguns meses atrás, minha sobrinha de 6 anos pegou uma das minhas câmeras analógicas e veio me perguntar, curiosa, como é que eu conseguia usar aquela câmera, que não tinha uma telinha atrás. Foi a oportunidade para ela conhecer o filme!
Filmes 120 e 35mm


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Começando

Olá, meu nome é Amanda Branco, sou artista visual e inauguro este blog para compartilhar minhas experiências em Arte e Fotografia, além de mostrar alguns artistas e fotógrafos que admiro e que me influenciam de alguma forma.


Série Paraty, 2012. Fotografia feita em processo cruzado.
As manchas avermelhadas são vazamentos de luz, provavelmente na hora
 de colocar ou tirar o filme da câmera
Há algum tempo venho produzindo imagens de forma mais experimental, com técnicas artesanais e também com câmeras analógicas rudimentares. Para começar, quero mostrar um pouco do meu trabalho com toy cams, "câmeras de brinquedo".

Algumas destas câmeras são menos automatizadas e abrem mais espaço para a criação no momento do clique. Lembrando que a câmera é instrumento, a criatividade está no fotógrafo.
As imagens abaixo foram feitas com dupla exposição: expondo duas vezes o mesmo frame antes de avançar o filme, ou avançando parcialmente o filme para fazer o segundo clique.
São panoramas da paisagem de Paraty, tomadas à beira mar. As cores estão "desequilibradas" porque o filme era do tipo cromo e foi revelado como negativo (processo cruzado). Nesse caso, gerou tons mais quentes e vibrantes.
Eu particularmente gosto muito da transparência nessas imagens; ela cria leveza, pelo ato de quebrar as regras e brincar um pouco com a câmera, e também por apontar para uma impermanência das coisas.




Série Paraty, 2012. Fotografia feita em processo cruzado.
Essas três imagens feitas com dupla exposição.