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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Recomeço e Oficina de Goma Bicromatada

Enfim começamos 2020! Seguimos resistindo na produção de arte e cultura!
Como você pode ver, em 2019 não consegui manter o blog ativo. Muita coisa aconteceu, foi um ano rico e também desafiador, com o início do doutorado na UNESP, as oficinas e o ingresso na docência do ensino superior. Este ano pretendo escrever mais, ainda que não seja toda semana. É importante continuar compartilhando esse conteúdo! Tenho recebido alguns feedbacks legais de pessoas interessadas nos processos fotográficos históricos, e além disso escrever aqui estimula a minha própria produção artística. Todo mundo ganha ☺

E pra começar, uma boa notícia: teremos curso de Goma Bicromatada na Oficina Cultural Oswald de Andrade! As atividades das Oficinas Culturais são gratuitas. Vamos valorizar este espaço de produção e divulgação cultural!
Confira aqui.

OFICINA: INICIAÇÃO À FOTOGRAFIA ARTESANAL – GOMA BICROMATADA
Coordenação: Amanda Branco
03/03 a 14/04 – terças-feiras - 14h às 17h30
Público: Estudantes, artistas visuais, fotógrafos e interessados em geral.
Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade
Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro - São Paulo/SP
Inscrições: até 26/02 - 12 vagas
Seleção: Carta de interesse



Anturio, Amanda Branco. Goma bicromatada sobre papel

Para relembrar, a goma bicromatada é um processo fotográfico histórico que utiliza pigmentos, geralmente de aquarela. Pode produzir imagens com uma ou mais cores. É uma técnica que aceita uma intervenção direta na imagem, criando aproximação com a pintura e a gravura. Escrevi mais sobre o processo aqui.
Durante a oficina iremos preparar nossos próprios papéis fotográficos para realizar fotogramas (fotografia sem câmera) e fotografias a partir de imagens digitais, reveladas em uma cor e em duas ou mais cores. Também poderemos experimentar o tecido como suporte alternativo ao papel.

Venha, aproveite essa oportunidade para uma experiência de fotografia de ateliê!

Estudo, Amanda Branco. Goma bicromatada sobre papel

Estudo, Amanda Branco. Goma bicromatada sobre papel



quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Curso de Fotografia Artesanal: Goma Bicromatada

Animus I, Amanda Branco. Goma bicromatada e cianótipo sobre papel.




















A goma bicromatada é uma técnica que foi desenvolvida no século XIX, antes da industrialização da fotografia. Utiliza pigmentos, geralmente aquarela, podendo criar imagens monocromáticas ou policromática. A proximidade com a pintura e a gravura tornou a técnica atrativa para os fotógrafos do Pictorialismo. Foi bastante usada por Robert Demachy e Edward Steichen. 

Hoje é utilizada por artistas e fotógrafos que buscam explorar o potencial plástico do meio, muito aberto a intervenções, recortes, fotomontagens... Os resultados variam bastante dependendo do papel utilizado, do tempo de exposição, da concentração do pigmento, da forma de aplicação da emulsão, do tempo de revelação, entre outras. Confira o trabalho primoroso da série Alegorias Brasileiras, de Luiz Monforte, para ter uma idéia das possibilidades da técnica!
O curso que faremos na Oficina Cultural Oswald de Andrade tem como objetivo permitir que os participantes conheçam e explorem algumas possibilidades da técnica. Ao longo dos encontros, vamos preparar os papéis fotográficos e realizar fotogramas (fotografia sem câmera); e fotografias a partir de negativo (feitos com imagens digitais), reveladas em uma cor e a três cores. Também poderá ser usado o tecido como suporte alternativo ao papel, trazendo novas possibilidades e leituras à imagem fotográfica.

Será uma oportunidade de renovar a sua visão sobre a produção fotográfica através de uma técnica antiga e artesanal!

Estudo, Amanda Branco. Goma bicromatada sobre papel.


Animus II e os três negativos utilizados. Goma Bicromatada e cianótipo
 sobre papel
































Fotografia em processo da Luanda Moraes - goma bicromatada a três cores.



















OFICINA DE FOTOGRAFIA ARTESANAL: GOMA BICROMATADA
Coordenação: Amanda Branco
10/10 a 28/11 – quarta(s)-feira(s) - 14h às 17h
Público: Estudantes, artistas visuais, fotógrafos e interessados em geral.
Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade
Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro - São Paulo/SP
Inscrições: até 3/10 - 12 vagas
Seleção: Carta de interesse

terça-feira, 17 de abril de 2018

Negativo de Papel Encerado - Primeiros experimentos

Olá pessoal!
Algumas semanas atrás postei no Instagram o negativo de papel que eu estava preparando, e hoje quero mostrar os primeiros experimentos que realizei com esse tipo de negativo.
O negativo de papel é uma forma de baratear o processo fotográfico. As imagens produzidas assim têm como características serem menos nítidas, pois incorporam a textura do papel em que foi feito o negativo, e podem apresentar um contraste menor também.
Pode ser uma boa opção se você quer incorporar esses aspectos no seu trabalho.

Meus negativos em papel encerado.



















O preparo do negativo com vaselina.



















Preparei os negativos de papel da seguinte forma: imprimi a imagem negativa em papel sulfite com uma impressora jato de tinta. Com a imagem seca, apliquei vaselina líquida no verso do papel e esfreguei com uma toalha de papel - isso deixa o papel transparente. Passei o papel toalha até não restar nenhum resíduo de brilho no negativo. Depois deixei esse negativo entre duas folhas de papel toalha com um livro em cima para fazer peso por uns 30 minutos, para retirar qualquer excesso da vaselina.
A minha impressora não tem uma qualidade muito boa, outra impressora poderia fazer um negativo mais nítido.
De qualquer forma quis fazer o teste. Imprimi 3 fotos em negativo, duas paisagens e uma miniatura de uma das imagens da série Religare. Esta última era a única que estava bem contrastada; as duas paisagens não tinham muita variação de tons, e isso deve ter dificultado o processo.

Primeiro fiz testes usando goma bicromatada, e nenhuma ficou boa; não conseguia abrir as luzes. As imagens provavelmente ficaram superexpostas. Com bastante esforço, passando a esponja no papel molhado, as luzes abriram só um pouco. A imagem que apareceu um pouquinho mais foi a miniatura da série Religare, acredito que devido ao contraste mas definido. Em outro momento quero tentar de novo, talvez com uma encolagem no papel. Mas isso será assunto para outro post.

Tentativas de revelar em goma Bicromatada... 
Sofrência! :p


















Depois fiz um teste com cianótipo. A primeira imagem ficou subexposta. Estava um pouco complicado definir o tempo de exposição nesse dia, pois havia sol com algumas nuvens, o que causava variações na luz natural ao longo do processo. Fiz uma nova tentativa, com exposição três vezes mais longa, e finalmente consegui uma imagem bem exposta!

Primeira tentativa em cianotipo: 
Imagem subexposta.
Segundo tentativa em cianotipo,  a imagem ficou 
bem exposta :D

Gostei bastante desse resultado! A baixa nitidez cria uma atmosfera que pode acrescentar em  alguns trabalhos. Vou compartilhar aqui quando tiver mais experimentos com negativos de papel.

Se você se interessou pela técnica, veja mais sobre o negativo de papel aqui.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Fotografias em Dégradé

Árvores com degradé vertical.

Nas últimas semanas eu postei no Instagram alguns exercícios que tenho feito usando goma bicromatada. A ideia era criar imagens com mais de uma cor, com apenas um negativo. Na hora de aplicar a emulsão no papel, criei um degradê do vermelho ao verde. É difícil fazer mesclas durante a aplicação da goma no papel, mas acredito que com um pouco mais de prática isso deve fluir melhor. 

Na próxima vez haverá mais registros do processo. Muitas vezes eu estou absorta na criação e esqueço de fazer os registros, mas eles são importantes. Dessa vez eu só lembrei de pedir ao Aldrin para filmar uma das revelações, que foi o vídeo postado no Instagram. 

Praia com degradé vertical

Gostei especialmente do resultado desta imagem da árvore na praia. Parece que as cores separam os planos da imagem. Também remete às fotografias analógicas em que houve um vazamento de luz, o que ocasionava manchas geralmente avermelhadas. Nas imagens que revelei, as áreas vermelhas passam a sensação de um dia muito ensolarado, de um excesso de luz, como o que provocaria um vazamento de luz nas fotografias tradicionais.

Os resultados foram bastante animadores, mostrando um potencial criativo. Quero explorar mais essa técnica, e seguir diluindo as fronteiras entre a goma bicromatada e a pintura.

Da série Serpente, com degradé horizontal.

Da série Serpente, com degradé vertical.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Como Revelar Gomas Gigantes


Para revelar uma goma gigante você vai precisar de:
- um negativo gigante;
- um suporte gigante;
- uma mesa de luz gigante luz solar;
- uma placa gigante de acrílico transparente;
- goma arábica;
- dicromato;
- pigmentos - bastante!;
- espatula de misturar tintas;
- bandeja de pintar parede;
- pincel largo;
- secador de cabelos;
- tecidos- podem ser toalhas ou panos de chão;
- mangueira.

As imagens da série Religare tem grandes dimensões, chegando a 1m x 1,60m. O tamanho das imagens foi um desafio, e com alguma persistência, consegui revelar. A técnica foi adaptada para a revelação sobre madeira e em grande escala.

Para começar -depois de ter realizado o ensaio- foi necessário imprimir o negativo. Encontrei na Galeria do Roc uma loja que faz a impressão de fotolitos por metro, e assim pude fazer o negativo gigante. O primeiro ficou no tamanho de 88 cm x 150cm, um pouco menor que a placa de compensado usada como suporte.


















Depois procurei a melhor forma de aplicar a emulsão na madeira. Cheguei à conclusão de usar uma bandeja de pintar parede e um pincel bem largo.

Notem também que eu estava trabalhando de luvas sempre. 
Os químico de fotografia podem ser bastante tóxicos...
É sempre necessário ter cuidado.


















Então era necessário secar completamente a emulsão, com um secador de cabelos, para fazer a exposição à luz. E não funciona preparar o suporte na véspera. Se demorar muito para fazer a revelação, a goma endurece e não abre as luzes. Pra funcionar bem, precisa fazer a aplicação da emulsão e a exposição à luz no mesmo dia.

Secando com secador de cabelos















Na exposição à luz, substituí a placa de vidro por uma placa de acrílico, por que é um material seria mais leve e mais seguro de manusear. Mesmo assim, era uma placa bem pesada! Achei que não ia conseguir carregá-la, mas fui encontrando um jeitinho e acabou funcionando. Fiz a minha placa tem 8mm de espessura com receio de que se fosse mais fina correria o risco de empenar. Mas acredito que daria para fazer a placa um pouco mais fina para deixar ela mais leve.















Para a revelação em água, eu não tinha uma bandeja gigante, então usei compressas para amolecer a goma.

















Por fim, o banho de água corrente foi feito com mangueira.





Enfim, foi um processo bastante experimental,  com tentativas e erros, que alcançou resultados positivos. Essa parte de inventar a técnica é importante para o processo criativo. No mínimo, mostra que o artista não precisa se manter dentro de tecnicas e formatos preexistentes para criar. É possível transcender estes formatos.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Exposição Religare - 2017

Na abertura da exposição
















Enfim começamos 2018! Que tenha artes, fotografia e experiências para compartilhar!

No fim de 2017 tudo aconteceu muito rápido. Finalizei a minha dissertação de mestrado, realizei a defesa e a exposição, que foi a primeira individual desse porte, e durou poucos dias; nem consegui um tempo para escrever aqui! A exposição aconteceu entre os dias 6 e 8 de Dezembro, na Galeria do Instituto de Artes da Unesp. Agora gostaria de mostrar um pouco para quem não pôde ver pessoalmente.

Religare é uma expressão em latim que significa “religar”, “reunir o que foi separado”. O trabalho aqui desenvolvido traz a poética de buscar reunir a pessoa fragmentada, que vive em um ritmo frenético de trabalho e informações cada vez mais onipresentes, com as tecnologias digitais. Sem tempo de silenciar a mente, sem tempo de se conectar a si mesmo e ao momento presente.

A Série Religare enfoca a busca por uma introspecção, pela ancestralidade e pelo sagrado, com a produção artesanal de imagens e o enfoque no corpo. Algumas imagens fazem alusão a posturas de Yoga — arte milenar praticada pela artista há alguns anos, e que tem por objetivo reunir corpo, mente e espírito. O corpo, instrumento da ação humana, traz a intenção de estar presente na ação, sem se preocupar com o futuro ou remoer o passado.

A série apresenta a própria artista como modelo com o corpo coberto por grafismos, releitura de pinturas corporais indígenas. A produção é híbrida, unindo a captação digital das imagens a processos artesanais: o desenho sobre o corpo e a revelação com o processo fotográfico goma bicromatada.

As imagens se propõe a deter o olhar. Esse pode ser um começo para que o fruidor cesse um pouco os pensamentos sobre outros tempos, pessoas e lugares, e preste atenção no que está diante de seus olhos.

Além das imagens produzidas da série Religare — que continua em desenvolvimento — a exposição também apresenta o seu processo, que reúne técnicas antigas e novas. São expostos os negativos digitais, alguns materiais e imagens de processo, bem como o “diário de bordo” da revelação das imagens

Também foram expostas as séries Serpente (2009) e Serpente em Madeira (2015).


Religare I a V














Religare X a XII

Religare I a IV.



Módulo com materiais e imagens do processo

À frente, negativos digitais usados no processo. Ao fundo, testes de revelação.

Ao fundo, série Serpente sobre Madeira. À direita, série Serpente.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Mostra Artística - Segunda Jornada Internacional de Pesquisa em Arte







































Amanhã, terça-feira, será a abertura da 2a Jornada Internacional de Pesquisa em Arte da Unesp.
O evento dá uma previa de pesquisas em andamento, através da Mostra Artistica e das Mesas de Comunicação. Também haverá palestras de pesquisadores convidados, incluindo a artista Rosana Paulino, desse post aqui.

A programação que você ode conferir no site da Jornada

Vou participar da Mostra Artística com obras que são parte da série Indivisível, produção da minha pesquisa de mestrado. São três fotografias reveladas em goma bicromatada sobre madeira, e em tamanho grande - a área da imagem é de 88 x 150 cm! Falei sobre a goma bicromatada neste post. As imagens foram feitas a partir do mesmo negativo, mas com pigmentos diversos, e tratamentos diferentes. Os resultados são bem diferentes, mostrando algumas possibilidades do múltiplo a partir de uma única matriz.

AVISO: contém nudez! Trabalho com nu artístico desde a graduação, mas sempre considerei as imagens que produzo muito palatáveis, tranquilamente aceitas. Talvez pelo fato de não serem fotografias muito nítidas, e acabam ficando com aspecto de gravura ou desenho. Os processos artesanais costumam diminuir a nitidez da imagem, e acrescentar ruídos, o que diminui o impacto de uma possivel genitália aparecendo. Mas nesses tempos em que tanta coisa no mundo da arte está sendo acusada de agredir "a família, a moral e os bons costumes", é válido avisar.

Vamos?


3 de Setembro - terça-feira
Abertura Oficial do Evento: 14h10
Abertura da Mostra Artística: 17h - Galeria de Arte Alcindo Moreira Filho
A Mostra ocorre entre os dias 3 e 6 de outubro.

Instituto de Artes Unesp
Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271
Barra Funda, São Paulo

sexta-feira, 17 de março de 2017

A Goma Bicromatada

A Praia. Amanda Branco, 2012. Goma bicromatada sobre papel.

























Hoje retomo o tema da fotografia artesanal, trazendo uma técnica que uso bastante: a goma bicromatada, ou goma arábica. Esta prática é feita com uma emulsão fotossensível de goma arábica e dicromato de potássio. A mistura é praticamente incolor, e por isso adicionamos um pigmento - geralmente aquarela- a essa emulsão, gerando imagens monocromáticas ou policromáticas
O processo é semelhante a outras técnicas artesanais de fotografia: aplica-se a emulsão no suporte, que depois é seco e, em contato com um negativo, é exposto à luz. Apenas as partes da emulsão que receberam luz endurecem. A revelação então é feita em água, dissolvendo as partes que não receberam luz, e tornando a imagem visível.
Você pode encontrar o passo a passo no livro Fotografia Pensante, de Luiz Monforte, que eu já citei em posts anteriores, e no blog Alternativa Fotográfica.
Apesar dessas semelhanças, a goma tem o diferencial de ser especialmente passível de intervenções, possibilitando maior presença da subjetividade do artista. As manipulações diretas na imagem, juntamente com o trabalho em camadas de cor, aproxima a técnica da pintura e da gravura.
O tempo da revelação varia de acordo com o papel utilizado, com a concentração da emulsão, e também com o resultado que se deseja obter. Durante o processo da revelação, podemos usar uma esponja para limpar as áreas que desejamos deixar mais claras.
Se a proposta é uma fotografia com mais de uma cor, é preciso realizar uma nova sensibilização do papel, e depois uma nova revelação. Em uma imagem em três cores, cada cor é feita com um negativo diferente, e um novo processo de revelação. Vale lembrar que o papel precisa ser resistente para aguentar esses sucessivos banhos. Para obter uma imagem nítida, as impressões devem sair todas na mesma posição, sendo necessário fazer um registro -porém  ignorar o registro também é uma opção, caso se queira uma imagem não "encaixada".


Os três negativos usados para criar esta imagem.


Variações da série A Praia, feitas com os mesmos negativos. 
A da direita em goma bicromatada e as outras duas em
cianótipo e goma bicromatada.

















Minhas primeiras experiências com a goma. 
Bastante trabalho até conseguir uma boa revelação...











A goma é uma técnica bem difícil de fazer quando se está começando. Eu joguei muito papel fora até conseguir um resultado decente. A emulsão é espessa, o que dificulta uma aplicação razoavelmente uniforme no papel. Também a quantidade de pigmento precisa ser bem calculada, ou a imagem pode ficar muito lavada ou muito carregada, perdendo definição. Normalmente a fotografia em goma tende a ser menos definida, e por isso muitas vezes eu faço em conjunto com o cianótipo. É uma forma de conseguir trazer mais detalhe para a imagem final, já que o cianótipo costuma gerar imagens mais nítidas.
Animus. Amanda Branco, 2012. 
Goma bicromatada e cianótipo sobre papel.







Serpente. Amanda Branco, 2014. Goma bicromatada sobre papel.
















Animus. Amanda Branco, 2013. Goma bicromatada sobre papel.




















































Com todas essas variáveis, é impossível fazer duas cópias iguais de fotografia em goma bicromatada a partir do mesmo negativo. Quando comecei, eu fazia numerações nas impressões, seguindo a clássica definição para gravura em que além da assinatura o artista deve marcar o número total da tiragem e o número de série da gravura (convencionada no III Congresso das Artes em Viena, 1960). Depois cheguei à conclusão de que isso não faz sentido quando estamos trabalhando com fotografia artesanal. Cada uma das impressões é única; e eu não pretendo fazer delas uma cópia. Prefiro então marcar em todas a notação P.U. (prova única).

Serpente em Madeira. Amanda Branco, 2015. 
Goma bicromatada sobre madeira.


























Acredito que essa é a minha técnica favorita por que eu posso exibir virtuosismo em uma técnica difícil permite que eu faça um trabalho de cor, e por ser tão aberta a intervenções; e até a diferentes suportes. Já consegui fazer algumas revelações em E.V.A. e também em madeira, que é o suporte escolhido para a minha pesquisa do mestrado. Vejo muito potencial plástico na goma bicromatada, e por isso estou me aprofundando nesse processo.