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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Curso de Fotografia Artesanal: Goma Bicromatada

Animus I, Amanda Branco. Goma bicromatada e cianótipo sobre papel.




















A goma bicromatada é uma técnica que foi desenvolvida no século XIX, antes da industrialização da fotografia. Utiliza pigmentos, geralmente aquarela, podendo criar imagens monocromáticas ou policromática. A proximidade com a pintura e a gravura tornou a técnica atrativa para os fotógrafos do Pictorialismo. Foi bastante usada por Robert Demachy e Edward Steichen. 

Hoje é utilizada por artistas e fotógrafos que buscam explorar o potencial plástico do meio, muito aberto a intervenções, recortes, fotomontagens... Os resultados variam bastante dependendo do papel utilizado, do tempo de exposição, da concentração do pigmento, da forma de aplicação da emulsão, do tempo de revelação, entre outras. Confira o trabalho primoroso da série Alegorias Brasileiras, de Luiz Monforte, para ter uma idéia das possibilidades da técnica!
O curso que faremos na Oficina Cultural Oswald de Andrade tem como objetivo permitir que os participantes conheçam e explorem algumas possibilidades da técnica. Ao longo dos encontros, vamos preparar os papéis fotográficos e realizar fotogramas (fotografia sem câmera); e fotografias a partir de negativo (feitos com imagens digitais), reveladas em uma cor e a três cores. Também poderá ser usado o tecido como suporte alternativo ao papel, trazendo novas possibilidades e leituras à imagem fotográfica.

Será uma oportunidade de renovar a sua visão sobre a produção fotográfica através de uma técnica antiga e artesanal!

Estudo, Amanda Branco. Goma bicromatada sobre papel.


Animus II e os três negativos utilizados. Goma Bicromatada e cianótipo
 sobre papel
































Fotografia em processo da Luanda Moraes - goma bicromatada a três cores.



















OFICINA DE FOTOGRAFIA ARTESANAL: GOMA BICROMATADA
Coordenação: Amanda Branco
10/10 a 28/11 – quarta(s)-feira(s) - 14h às 17h
Público: Estudantes, artistas visuais, fotógrafos e interessados em geral.
Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade
Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro - São Paulo/SP
Inscrições: até 3/10 - 12 vagas
Seleção: Carta de interesse

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Clichê Verre - primeiros experimentos


Precisei dar um tempo no blog, e agora estou de volta. Consegui resolver outras coisas como o tão esperado (por mim pelo menos!) site oficial. Se você ainda não viu, pára tudo e vai lá: 
Agora vou compartilhar os primeiros experimentos que realizei com clichê verre. O clichê verre é uma técnica híbrida que nasce do encontro da fotografia com a gravura. A matriz é feita com uma chapa de vidro (também pode ser de acrílico ou acetato), que será pintada com tinta preta. Posteriormente o desenho será gravado nela, riscando-se a tinta com uma ponta seca.

Eu achava que seria mais complicado, pois havia visto no livro Fotografia Pensante a recomendação de usar tintas de gravura. Mas recentemente a artista e gravurista Néia Martins (confira a beleza do trabalho dela aqui: https://www.instagram.com/neiavancatarina/) me deu a dica de que é possível fazer com nanquim, material que eu já tinha em casa, o que tornou o processo bem simples. 

Então esses foram os procedimentos: apliquei uma camada de nanquim em uma chapa de vidro. Primeiro tentei com nanquim escolar da marca Acrilex, e não deu funcionou muito bem. A cobertura ficou ruim e fiz uma segunda camada, que ficou ainda bem irregular, e algumas áreas simplesmente não secavam, a tinta não aderiu bem ao vidro. 

Então usei um nanquim profissional, da marca Talens. A chapa não parecia muito uniforme e eu tentei aplicar uma segunda camada, mas logo percebi que não ia dar certo pois estava estragando a camada de baixo. Então trabalhei com apenas uma camada mesmo.
Preparo da matriz para gravação.

Com o nanquim escolar: pouca aderência



































O plano era fazer um desenho com algum lápis que aparecesse sobre o fundo preto, e depois gravar usando uma ponta metálica. Eu não tenho a ponta seca específica para gravura em metal, então procurei alternativas. Usei um lápis sépia para desenhar e para minha surpresa, aplicando alguma pressão ele arranhou o naquim, produzindo incisões com traços grossos. Para detalhes finos usei uma ponta de compasso, que funcionou muito bem, produzindo um traço bem mais fluido que o lápis. 
Um detalhe importante: se você for trabalhar com chapa de vidro, eu recomendo espelhar o desenho antes de gravar. Assim, na hora de expor à luz o lado da gravação pode ficar para baixo, garantindo que esteja em contato com o papel. Se o lado da gravação ficar para cima, há o risco de perder nitidez devido à espessura do vidro. 

Gravando com um lápis!

Detalhe da chapa gravada































Com a chapa pronta, era hora de fazer os testes. Revelei usando cianótipo sobre papel e sobre tecido. Eu pensava que no tecido os detalhes mais finos poderiam se perder, mas curiosamente eles ficaram mais marcadas do que no papel, produzindo um desenho mais contratado. Porém os dois resultados ficaram satisfatórios. Considerando que eu já tinha os químicos de cianótipo, o processo se mostrou uma gravura a um custo bem baixo, além de ser  muito fácil reutilizar as chapas: basta lavar com água (portanto, se não quiser estragar a matriz gravada, não deixe molhar!). A técnica pareceu bem promissora, e já vejo possibilidades de unir os desenhos em vidro com negativos fotográficos ou fotogramas! Mais possibilidades criativas surgindo!
Revelação em cianótipo sobre papel
Revelação em cianótipo sobre algodão




segunda-feira, 14 de maio de 2018

Negativos de papel vegetal

Continuando a minha pesquisa com negativos de papel, fui inspirada pelo trabalho da artista Andréa Brächer a testar uma técnica bem simples: o negativo de papel vegetal.
Brächer explorou belamente esta técnica em algumas de suas séries fotográficas que abordam o imaginário infantil. Vale conferir Fairies e Hauted House.

Para fazer esses negativos, simplesmente imprimi em papel vegetal as imagens negativas, usando minha impressora jato de tinta. A princípio já dá para ver que o material é mais transparente que o papel encerado, além de mais fácil de fazer. Escolhi propositalmente duas imagens com pouco contraste, para sentir a dificuldade de revelar com este tipo de negativo.

À esquerda, negativos de papel encerado. À direita, de papel vegetal.


















Os testes que fiz usando cianótipo foram  promissores! Não costumo fazer tira de testes com frequência por trabalhar com luz natural, que é muito variável, mas às vezes o teste ajuda mesmo assim. Para começar a usar esse tipo de negativo, achei importante fazer a tira de testes - na verdade, foi a imagem inteira.

"Tira" de testes

A imagem aparece com listras verticais, mostrando que cada coluna desta foi exposta com um tempo diferente. Fiz as exposições com intervalos de 5 minutos, então a coluna mais clara ficou cinco minutos no sol e a mais escura ficou 25 minutos. Aí cabe ao fotógrafo/ artista decidir qual foi o tempo de exposição que apresentou um resultado mais interessante. Eu fiquei na dúvida entre os 10 e 15 e acabei optando por 10 minutos para não escurecer demais o céu. Poderia ter escolhido também um meio termo, 12 ou 13 minutos.
Então, com 10 minutos de exposição, consegui estas imagens:





Como você pode ver, as imagens têm baixo contraste e não são tão nítidas. Mas isso pode ser diferente usando imagens mais contrastadas.
O negativo ficou com ondulaçoes por ficar muito tempo no sol, o que ocasionou marcas verticais na imagem da paisagem rural. Então percebemos que ser negativo não é tão resistente mas é propício para intervenções.
A paisagem urbana ficou um pouco mais clara, até parece transparente e imaterial. Dá a impressão de ser uma imagem bem mais antiga do que é, como uma memória que está se apagando. Novamente o resultado é interessante, dependendo do que se busca.

Também realizei testes com goma bicromatada, mas este processo continua sofrível! A da direita foi feita em um papel impermeabilizado, e a goma descolou quase completamente. E nas outras o resultado não é muito melhor... Vai ficando  evidente que para fazer a goma é necessário um negativo com mais contraste. Ainda existe a possibilidade de testar o negativo de papel vegetal com uma imagem mais contrastada, mas esse experimento é algo para outro dia.















Para o cianótipo, porém, o negativo de papel se mostra uma alternativa simples e barata com resultados satisfatórios. Vou incorporar este tipo de negativo em meus trabalhos! 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A Serpente

Hoje gostaria de voltar ao início, e falar sobre a primeira série fotográfica que realizei com processos artesanais, a Serpente. Esse trabalho começou em 2008, com uma pesquisa que eu estava fazendo na faculdade sobre culturas indígenas, e em especial a pintura corporal. Quis fazer uma releitura dessas pinturas no meu próprio corpo, registrando em fotografia. Mas logo percebi que, nesse trabalho, a fotografia não era apenas um registro, mas a própria obra. Por sugestão do professor que estava orientando o projeto, Agnus Valente, comecei a revelar as imagens com a técnica Van Dyck Brown, que eu já mostrei nesse post. Nesse momento não tive resultados satisfatórios, foi só o primeiro contato.

Eu queria representar nas imagens uma espécie de ritual solitário, algo que se aproximasse de uma sessão de yoga, um momento de se conectar consigo mesmo. A propósito, yoga
em sânscrito significa justamente união, reunir. Então, eu fui criando uma mistura que eu nem imaginava, unindo pintura corporal com yoga, e depois a fotografia artesanal. Mal sabia eu que continuaria pesquisando esse processo por quase 10 anos, até o momento!

No ano seguinte (2009), para o Trabalho de Conclusão de Curso, decidir refazer esse trabalho, aprofundando a pesquisa. Pesquisei sobre as pinturas corporais indígenas, sobre o desenho utilizado, que é conhecido por nós como "grega", e sobre o simbolismo da serpente. Percebi que a pintura corporal se relaciona com o símbolo da serpente, apontando para uma transformação, visto que as serpentes mudam de pele. Em outro post vou aprofundar essa relação, e também vou escrever sobre o processo de pintura corporal.

Dessa vez realizamos a pintura no corpo todo. Digo realizamos por que o artista Aldrin Booz já estava me auxiliando nesse processo, ajudando a fazer a pintura, a definir a organização do desenho no espaço, e a captar imagens, since 2008 (Gratidão pela parceria!). 

A parte final dessa obra foi realizar a revelação das fotografias em Van Dyck Brown, dessa vez com algodão cru como suporte. Aliás, foi nesse momento que eu aprendi a revelar usando esta técnica. Hoje é engraçado lembrar o quanto me atrapalhei nessa época, mas foi parte do aprendizado.

Serpente I, Amanda Branco, 2009. Van Dyck Brown sobre algodão. 
52 x 44 cm.





















Serpente II, Amanda Branco, 2009. Van Dyck Brown sobre algodão. 
52 x 44 cm.






















Até então eu não tinha entendido que é possível trabalhar em um ambiente apenas sombreado; não é necessário usar apenas a luzinha vermelha de laboratório fotográfico. Fiz a aplicação da emulsão no tecido em casa mesmo. Eu havia encapado a lâmpada com camadas de celofane vermelho na tentativa de simular a luz vermelha. Com a luz muito baixa, não enxergava bem o que estava fazendo, e deixei  a emulsão respingar bastante nas margens das fotografias - o que foi um acidente, mas eu gostei e incorporei o resultado. Assim foram as primeiras lições do processo rs

Eu queria fazer muitas imagens ao mesmo tempo, o que hoje eu acho inviável. E não gostava de perder tempo fazendo a tira de teste (teste feito para calcular o tempo ideal de exposição à luz), e por isso acabava deixando muitas imagens superexpostas ou subexpostas. É sério, se você quiser fazer fotografia artesanal, faça o teste, para evitar desperdiçar tempo e material. Algumas das imagens eu revelei usando a luz do sol, e nesse caso é mais difícil precisar o tempo de exposição à luz, pois a intensidade varia durante o dia. Dessa forma o controle sobre o processo é menor.

Serpente III, Amanda Branco, 2009. Van Dyck Brown sobre algodão. 
52 x 44 cm.


Serpente VI, Amanda Branco, 2009. Van Dyck Brown sobre algodão. 
52 x 44 cm.

Também apareceram algumas manchas, talvez porque o suporte ainda estivesse um pouco úmido quando foi exposto à luz. O Van Dyck Brown pode ser bem temperamental, principalmente quando a pessoa não tem experiência, e acaba sendo desatenta...

Serpente IV, Amanda Branco, 2009. Van Dyck Brown
sobre algodão. 
44 x 52 cm.

Serpente V, Amanda Branco, 2009. Van Dyck Brown
sobre algodão. 
44 x 52 cm.

Serpente VIII, Amanda Branco, 2009. Van Dyck Brown
sobre algodão. 
44 x 52 cm.

























































Serpente VII, Amanda Branco, 2009. Van Dyck Brown
sobre algodão. 
44 x 52 cm.



























Mas, mesmo com esses "contratempos", esta foi a primeira série que revelei e tive bons resultados. E principalmente, Serpente abriu esse caminho para minha produção, me deu uma mostra do potencial da fotografia artesanal, e trouxe essa vontade de conhecer, de pesquisar e criar mais.

Serpente IX, Amanda Branco, 2009. Van Dyck Brown sobre algodão. 
52 x 44 cm.

























sexta-feira, 17 de março de 2017

A Goma Bicromatada

A Praia. Amanda Branco, 2012. Goma bicromatada sobre papel.

























Hoje retomo o tema da fotografia artesanal, trazendo uma técnica que uso bastante: a goma bicromatada, ou goma arábica. Esta prática é feita com uma emulsão fotossensível de goma arábica e dicromato de potássio. A mistura é praticamente incolor, e por isso adicionamos um pigmento - geralmente aquarela- a essa emulsão, gerando imagens monocromáticas ou policromáticas
O processo é semelhante a outras técnicas artesanais de fotografia: aplica-se a emulsão no suporte, que depois é seco e, em contato com um negativo, é exposto à luz. Apenas as partes da emulsão que receberam luz endurecem. A revelação então é feita em água, dissolvendo as partes que não receberam luz, e tornando a imagem visível.
Você pode encontrar o passo a passo no livro Fotografia Pensante, de Luiz Monforte, que eu já citei em posts anteriores, e no blog Alternativa Fotográfica.
Apesar dessas semelhanças, a goma tem o diferencial de ser especialmente passível de intervenções, possibilitando maior presença da subjetividade do artista. As manipulações diretas na imagem, juntamente com o trabalho em camadas de cor, aproxima a técnica da pintura e da gravura.
O tempo da revelação varia de acordo com o papel utilizado, com a concentração da emulsão, e também com o resultado que se deseja obter. Durante o processo da revelação, podemos usar uma esponja para limpar as áreas que desejamos deixar mais claras.
Se a proposta é uma fotografia com mais de uma cor, é preciso realizar uma nova sensibilização do papel, e depois uma nova revelação. Em uma imagem em três cores, cada cor é feita com um negativo diferente, e um novo processo de revelação. Vale lembrar que o papel precisa ser resistente para aguentar esses sucessivos banhos. Para obter uma imagem nítida, as impressões devem sair todas na mesma posição, sendo necessário fazer um registro -porém  ignorar o registro também é uma opção, caso se queira uma imagem não "encaixada".


Os três negativos usados para criar esta imagem.


Variações da série A Praia, feitas com os mesmos negativos. 
A da direita em goma bicromatada e as outras duas em
cianótipo e goma bicromatada.

















Minhas primeiras experiências com a goma. 
Bastante trabalho até conseguir uma boa revelação...











A goma é uma técnica bem difícil de fazer quando se está começando. Eu joguei muito papel fora até conseguir um resultado decente. A emulsão é espessa, o que dificulta uma aplicação razoavelmente uniforme no papel. Também a quantidade de pigmento precisa ser bem calculada, ou a imagem pode ficar muito lavada ou muito carregada, perdendo definição. Normalmente a fotografia em goma tende a ser menos definida, e por isso muitas vezes eu faço em conjunto com o cianótipo. É uma forma de conseguir trazer mais detalhe para a imagem final, já que o cianótipo costuma gerar imagens mais nítidas.
Animus. Amanda Branco, 2012. 
Goma bicromatada e cianótipo sobre papel.







Serpente. Amanda Branco, 2014. Goma bicromatada sobre papel.
















Animus. Amanda Branco, 2013. Goma bicromatada sobre papel.




















































Com todas essas variáveis, é impossível fazer duas cópias iguais de fotografia em goma bicromatada a partir do mesmo negativo. Quando comecei, eu fazia numerações nas impressões, seguindo a clássica definição para gravura em que além da assinatura o artista deve marcar o número total da tiragem e o número de série da gravura (convencionada no III Congresso das Artes em Viena, 1960). Depois cheguei à conclusão de que isso não faz sentido quando estamos trabalhando com fotografia artesanal. Cada uma das impressões é única; e eu não pretendo fazer delas uma cópia. Prefiro então marcar em todas a notação P.U. (prova única).

Serpente em Madeira. Amanda Branco, 2015. 
Goma bicromatada sobre madeira.


























Acredito que essa é a minha técnica favorita por que eu posso exibir virtuosismo em uma técnica difícil permite que eu faça um trabalho de cor, e por ser tão aberta a intervenções; e até a diferentes suportes. Já consegui fazer algumas revelações em E.V.A. e também em madeira, que é o suporte escolhido para a minha pesquisa do mestrado. Vejo muito potencial plástico na goma bicromatada, e por isso estou me aprofundando nesse processo.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Começando o ano com fotograma de cianótipo!

Olá pessoal! Estou começando agora o ano aqui no blog! Desejo que 2017 seja um ano de realização, em que possamos buscar o que queremos fazer. 
Então, hoje voltei ao laboratório de fotografia para fazer alguns experimentos em cianótipo. Aqui eu não usei negativo. Em vez disso, coloquei um objeto sobre o papel, para demarcar sua silhueta. É uma prática que se chama fotograma, e foi usada por fotógrafos como Lázló Moholy-Nagy e Man Ray. É interessante saber que dá para fazer fotografia sem câmera alguma; nem mesmo a caixa de papelão ou lata do pin hole é necessária aqui.



Mas voltando aos meus experimentos de hoje, a maioria não deu muito certo. Aliás, se você pretende trabalhar com fotografia artesanal, saiba que isso pode acontecer bastante! Às vezes o imprevisto é lindo, e outras vezes não. E quando se está fazendo experimentações, no caso usando objetos tridimensionais, a chance de as coisas não ocorrerem como o esperado é maior... Faz parte.

Bonecos de binhinhos sobre o papel emulsionado. Pareceu uma boa idéia.

Depois de exposto à luz, pareceu que ia rolar.





































Depois de reveladas, ficaram apenas coisas disformes o.o















Uma das fotografias, porém, teve um resultado promissor. Em vez de aplicar a emulsão com pinceladas, eu derramei sobre o papel, de forma bem irregular. Se Pollock fizesse fotografia artesanal, seria mais ou menos assim. rs
Usei alguns ramos colhidos no quintal, que nasceram espontaneamente no meio do chão de pedra.
Como montei os ramos sobre o papel emulsionado, cobertos por uma placa de 
vidro para expor à luz.


E a imagem já revelada.



































Agora quero usar essa técnica de derramar a emulsão para trabalhar com negativos novamente... Em breve posto os resultados!